domingo, 30 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Será que é Loucura?

Pintura: Metamorfose de Narciso - Salvador Dali
Por muitas vezes me deparo com perguntas que fogem sem deixar respostas, e sempre voltam pra me atormentar... O que eu sei? O que faz de mim a pessoa que eu acho que sou? Por que estou tão aflita com o "hoje" sendo que não sei do amanhã? Pra que se preocupar tanto? Pra que planejar tanto? Se por tantas vezes planejei e a vida mudou seu rumo... Como fazer certo? E se eu errar? Esses planos são meus mesmo? Eu conheço de verdade essas pessoas que eu acho que conheço? O que tem sentido? Existem respostas?...
Existe a complexidade dos seres, do mundo, viver definitivamente não é algo tão simples. Muitas vezes fugir do “padrão” estabelecido pelo sistema, pode se tornar um caos interno. E se eu estou fora dessa ordem, o que vai ser de mim? È muito mais fácil viver essa "ordem" do que tentar desordená-la, do que tentar ao menos questioná-la. Os questionamentos só irão acontecer dentro de mim, no meu “mundo”, no qual começo á ouvir outras vozes, a conversar comigo mesma na incessante busca de tentar entender o meu “eu”, as pessoas, o mundo... Até o momento em que me sinto sufocada, e com vontade de sair gritando as minhas indagações, quando me vejo contida em mim mesma, sem poder anunciar a minha desordem, a minha “loucura”... a minha desrazão.
Texto: Narciso Cego
Thiago de Mello
Tudo o que de mim se perde
acrescenta-se ao que sou.
Contudo, me desconheço.
Pelas minhas cercanias
passeio – não me freqüento.
Por sobre fonte erma e esquiva
flutua-me íntegra, a face.
Mas nunca me vejo: e sigo
com face mal disfarçada.
Oh que amargo é o não poder
rosto a rosto contemplar
aquilo que ignoto sou;
distinguir até que ponto
sou eu mesmo que me levo
ou se um nume irrevelável
que (para ser) vem morar
comigo, dentro de mim,
mas me abandona se rolo
pelos declives do mundo.
Desfaço-me do que sonho:
faço-me sonho de alguém
oculto. Talvez um Deus
sonhe comigo, cobice
o que eu guardo e nunca usei.
E o imaginar-me sonhado
não me completa: a ganância
de ser-me inteiro prossegue.
E pairo – pânico mudo -
entre o sonho e o sonhador.
Tássia Silva,
Graduanda em Terapia Ocupacional - 7º período
e o que dizer?
Acho que todo mundo na hora de vim escrever aqui se fez essa pergunta..
qual a minha desrazão? será que tenho? será que existe isso dentro de mim? é uma coisa que me pertuba ou que me faz bem ? ou os dois ao mesmo tempo? são minhas angústias, minhas expectativas ou o medo do futuro?
Eu particulamente não sei..
mas atualmente o que mais me intriga é essa confusão de sentimento, é a vontade de vencer e o medo de esperar tudo acontecer, dia pós dia.
E o que mais me pertuba de verdade é essa minha insônia de todos os dias, que faz piorar os pensamentos, faz eu fazer planos que são impossíveis, faz eu sonhar e ter pés no chão ao mesmo tempo. E faz eu também ir no banheiro de 10 em 10 minutos. :(
Tô me sentindo um pouco desarrazoada agora!
Mas quero entender essas minhas "neuroses", quero compartilhar a ideia e o conhecimento, quero viver cada minuto, quero sentir, e entregar-me. Ou nas mãos de Deus, ou a desrazão. Aos dois.
Viva a loucura de cada um!
qual a minha desrazão? será que tenho? será que existe isso dentro de mim? é uma coisa que me pertuba ou que me faz bem ? ou os dois ao mesmo tempo? são minhas angústias, minhas expectativas ou o medo do futuro?
Eu particulamente não sei..
mas atualmente o que mais me intriga é essa confusão de sentimento, é a vontade de vencer e o medo de esperar tudo acontecer, dia pós dia.
E o que mais me pertuba de verdade é essa minha insônia de todos os dias, que faz piorar os pensamentos, faz eu fazer planos que são impossíveis, faz eu sonhar e ter pés no chão ao mesmo tempo. E faz eu também ir no banheiro de 10 em 10 minutos. :(
Tô me sentindo um pouco desarrazoada agora!
Mas quero entender essas minhas "neuroses", quero compartilhar a ideia e o conhecimento, quero viver cada minuto, quero sentir, e entregar-me. Ou nas mãos de Deus, ou a desrazão. Aos dois.
Viva a loucura de cada um!
Natália Madureira
Graduanda de Terapia Ocupacional - 4º semestre
Procurando um sentido...
Talvez se passem horas, dias e até anos na busca de estabelecer o imprevisível! E que planejamento é esse que condiciona o mundo a racionalizar a temporalidade; que te faz assumir mil atribuições diárias com o intuito de determinar os resultados de uma produção abstrata. Conceituando ... existe um medo de externalizar o que está fora de um padrão, onde você simplesmente não quer " ter que "fazer nada do que aprendeu até aqui , pelo menos não agora e não desta forma. Porque desde que o mundo é mundo existe liberdade, e o que fizeram dela? Escolhas precisam ser vivencias com essência de extraordinário, de novo e da despedida de um hoje que não dá indícios de uma amanhã. E agora... ta escutando? TIC TAC TIC TAC... será que ainda dá tempo de fugir da regra hoje? Quem inventou o relógio hein? Acho que não contaram pra ele que alternar noite e dia ( claro e escuro) não divide o viver, são somente as cores que a vida assume e aí tanto faz por onde você vai começar...
Yasmim Magalhães
Graduanda de Terapia Ocupacional
Yasmim Magalhães
Graduanda de Terapia Ocupacional
Saúde mental em desrazão
Muito importante a criação de um grupo de estudantes que se reúnem na hora do almoço, sacrificando- o para ler e discutir textos sobre saúde mental. Não que acho ruim, aliás, gosto muito dos debates e das colocações de cada um.
Estar nesse grupo é criar uma identidade aos doentes mentais, é dar uma visibilidade aos invisíveis da nossa sociedade é quebrar todos os preconceitos que possa ter ou adquirir.
Ser louco é normal, viver a desrazão também, que pena que nem todos pensam assim.
Estar na desrazão é necessário para todos e até para nos ditos normais, mas o problema na questão é o império da razão, que não deixa ninguém fugir da realidade. Existe no imaginário das pessoas um teto Maximo da razão, se ultrapassar está louco e doente e precisa do CAPS para se libertar desse mal.
Se existe uma diferença entre loucos e normais é apenas 1, os LOUCOS estão em constante DESRAZÃO e os normais tem alguns intervalos não muito constantes.
Acho que é isso,
Paulo Henrique Gomes
O tempo...
"Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê passaram 50 anos!
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas..."
Mário Quintana
O tempo é uma desrazão e particularmente considero-o a maior das desrazões.
Porque temos que seguir um objeto que gira nos convidando a ir contra aos nossos próprios organismos, nossas vontades.
Os 5 minutinhos a mais é uma forma que utilizo para driblar e me "desescravisar" deste senhor que comanda toda a sociedade.
Infelizmente, a razão é mais forte em mim e todos os dias antes de dormir conto quantas horas terei para descansar...
Kelly Alves
Estudante de Terapia Ocupacional
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê passaram 50 anos!
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas..."
Mário Quintana
O tempo é uma desrazão e particularmente considero-o a maior das desrazões.
Porque temos que seguir um objeto que gira nos convidando a ir contra aos nossos próprios organismos, nossas vontades.
Os 5 minutinhos a mais é uma forma que utilizo para driblar e me "desescravisar" deste senhor que comanda toda a sociedade.
Infelizmente, a razão é mais forte em mim e todos os dias antes de dormir conto quantas horas terei para descansar...
Kelly Alves
Estudante de Terapia Ocupacional
Em Plena Desrazão ou Não ?
Hoje ao acordar, me arrumar e ir para faculdade, comecei a observar todas aquelas pessoas " normais" gritando no trânsito, xingando umas as outras, e aquilo foi me deixando cada vez mais nervosa ao ponto de querer gritar e brigar também, então comecei a me observar e pensar nessas atitudes ao longo do caminho, chegando na faculdade ali mesmo no estacionamento entrei em profunda reflexão, nervosismo, medo, medo, medo de ter medo, enquanto observava, de dentro do carro, um grupo marginalizado da sociedade praticando o furto, aquilo era uma razão para aquelas pessoas ? e uma desrazão pra mim? por isso senti tanto medo de descer do carro e acontecer algo comigo? e se eu descesse e fingisse que nada de mais estava acontecendo? eu estaria em plena desrazão? me chamariam de louca? e aqueles rapazes se assustariam com isso ? o que é certo ? o que é errado ? é certo ter medo ? é errado roubar? é errado ter medo? é certo roubar ? por quê? por quê? Ora Razão Ora Desrazão.No fundo no fundo eu só queria descer do carro.
Boa Noite.
Clara Alcântara
Terapia Ocupacional 4ª semestre.
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